Cânone de Apolo / Máximas Delficas EPISÓDIO 2 FINAL
Bem vindos novamente a esta minissérie de episódios dedicados a uma obra que tem um peso histórico, ético e moral tão grande para os gregos: o Cânone de Apolo.
Quem foram os sete sábios da Grécia?
Bom, essa lista é meio complicada de compilar, temos muitos nomes que entram e saem dependendo do historiador, eu prefiro a versão de um historiador chamado Diógenes Laércio, muito conhecido pela sua obra "Vida e Doutrina dos Filósofos Ilustres", é nessa obra que nos aprofundamos mais em quem é cada um dos sábios antigos da Grécia no século VII e VI a.C, então a lista é formada por:
1- Tales de Mileto
2- Bias de Priene
3- Cleobulos de Lindos
4- Periandro de Corinto
5- Pitacos de Mitilene
6- Sólon de Atenas
7- Quilon de Esparta
Outros dizem que eram provérbios populares ds época e que não necessariamente vinham destes sábios, independente disso podemos concluir que as máximas são de uma sabedoria enorme e que a moral grega foi influenciada pelas tais.
Continuaremos com a seleção de máximas que fiz:
43- Seja adaptável a tudo.
Isso me faz meditar se realmente é a força que passa na seleção natural ou a adaptabilidade, se consideramos força como algo bruto, persistência talvez ou agressividade, não se vence todas as guerras da vida, mas a adaptação do homem lhe acresce mais de algo que é necessário na ocasião específica, contudo a força por si só não vence tudo, mas sim a adaptação.
48- Seja um amante, amigo da sabedoria.
E é óbvio que não poderia estar de fora a filosofia, o amor a sabedoria.
53- Consulte o sábio.
Na nossa análise comparativa podemos ver Salomão, Pitágoras e Buda indicando os sábios como amigos.
64- Obtenha posses legitimamente.
Existe um tabu que filósofo não pode ter dinheiro, que não combina o intelectual com a vida de muitos bens, e isso é duramente confrontado por Sêneca que pela sua posição elevada em Roma, foi "invejado" pela oposição, Sêneca dizia que as posses são meios e não fins e que não se tem motivo de esconder o que é conquistado legitimamente.
82- Refreie a Língua.
Tiago trás em sua obra: Epístola Universal de Tiago que muito em breve vou trazer um comentário sobre ela, diz que se o homem controlar sua língua, assim será sábio.
Buda dizia: mais vale uma palavra de consolo do que mil sem sentido.
89- Não dependa da Força.
Esta máxima veio para reforçar o meu comentário sobre a máxima 43.
106- Seja Grato.
128- Não confie em riquezas.
Só lembro de Eclesiastes de Salomão que nos trás essa conscientização de que as coisas são coisas e por isso não podem ocupar lugares mais elevados no coração do homem, são passageiras, são importantes para a vida aqui, mas ninguém vibe eternamente aqui.
129- Respeite a si mesmo.
Sabe aquela frase: conheça seu limite.?
Então é além disso, é encontrar em si algo divino, algo nobre e que não merece ser posto a coisas baixas, precisamos criar pouco a pouco o hábito de não mais nos auto enganar.
131- Coroe, honre seus ancestrais.
Eu quero continuar honrando o que há de mais nobre na natureza humana, através das sabias palavras dos nossos antepassados, até porquê são povos, nações antigas e a construção viva da humanidade pela qual nós passamos construindo junto.
143- Quando criança, seja bem comportada.
144- Quando jovem, seja autodisciplinado.
145- Quando de meia idade, seja justo.
146- Quando idoso seja sensível.
147- E alcance o final sem tristeza.
E assim terminam-se as máximas Delficas, nessa sequência das fases humanas, para toda a nossa consciência, e que nós possamos sair um pouquinho que seja mais consciente da sabedoria dos ancestrais e da sua verdade carregada até os dias de hoje.
Um abraço, até os próximos comentários de outras obras. Finalizamos o Cânone de Apolo.
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